Eduardo Costa pode ter de prestar 50 horas de serviço comunitário

O sertanejo Eduardo Costa pode ter de prestar 50 horas de serviço comunitário, durante um mês, por ter xingado a apresentadora Fernanda Lima de “imbecil”.

A sugestão é do Ministério Público do Rio de Janeiro, decorrente de um processo da apresentadora contra o sertanejo, informa a coluna de Ancelmo Gois, do “Globo”.

Tudo começou em novembro de 2018, quando Fernanda fez um discurso feminista e empoderado em seu programa, “Amor e Sexo”. “Chamam de louca a mulher. A mulher que desafia as regras e não se conforma. Chamam de louca a mulher cheia de erotismo, de vida e de tesão. Chamam de louca a mulher que resiste e não desiste. Chamam de louca a mulher que diz sim e que diz não. Se levarmos a fama, vamos, sim, deitar na cama. Vamos sabotar as engrenagens desse sistema de opressão. Vamos sabotar as engrenagens desse sistema homofóbico, racista, patriarcal, machista e misógino”, disse Fernanda, sem citar partidos nem políticos.

O sertanejo achou por bem politizar o discurso da apresentadora e publicou em suas redes sociais uma crítica (?) à mensagem da global. “Mais de 60 milhões de brasileiros e brasileiras votaram em Jair Bolsonaro e, agora, vem essa imbecil com esse discurso esquerdista (…) Ela pode ter certeza de uma coisa, a mamata vai acabar, a corda sempre arrebenta pro lado mais fraco e o lado mais fraco hoje é o que ela está. Será que a senhora só faz programa para bandido, pra maconheiro, pra esquerdista derrotado, e pra esses projetos [sic] de artistas como ela?? Bolsonaro não está sozinho, o povo está com ele, e a senhora pode ter certeza, o Brasil vai sabotar é a senhora se DEUS quiser. Sérgio Moro vai começar a ajudar a sabotar, pode esperar kkkk. E tenho dito.”

Ele até fez um pedido protocolar de desculpas a Fernanda, embora “não se arrependesse” do que tinha falado. “Fui babaca, fui babacão mesmo”, afirmou ele. “Não me arrependo do que falei, me arrependo da forma com que falei.”

A apresentadora, no entanto, manteve a decisão de processá-lo: “Depois de ser difamada, agredida e ameaçada por ele através de um post indignado, procurei orientação jurídica a fim de proteger a mim e a minha família. Fui orientada a processá-lo, pois dessa forma inibiria agressões futura. E assim o fiz”. “Faz parte do machismo estrutural transformar a vítima em ré. Era justamente esse o assunto do programa Amor & Sexo, que tanto indignou o meu agressor”, disse ela.

20/04/2019

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